Norte da África: A terra da igreja desaparecida…

Os povos de língua árabe que vive no leste, simplesmente o chamam de “O Magreb” (“O Oeste”). Mas para os cristãos, o Norte da África é mais conhecida como a “Terra da Igreja Desaparecida”. 

 

A Igreja no Norte da África, nasceu no mesmo dia em que nasceu a igreja global nos países que hoje conhecemos como a Líbia pelas pessoas que pela primeira vez trouxeram as notícias daquele memorável Pentecostes (AT.2:10). Elas foram logo seguidas por outras que se demoraram em Jerusalém para poder ficar mais tempo em companhia dos apóstolos e de outros cristãos que se encontravam ali. “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (AT. 2:46). 

 

 

Algum tempo depois, chegaram à costa da Líbia notícias de que Pedro, tinha visitado um centurião romano, e os gentios da casa tinham recebido a salvação de Deus e o dom do Espírito Santo, do mesmo modo que acontecera com os judeus. Os gentios do Norte da África  romanos e berberes – ouviram com grande interesse como os apóstolos e os anciãos em Jerusalém recebiam homens e mulheres como eles mesmos na igreja de Cristo. 

 

 

O cristianismo é, portanto, parte fundamental na rica herança norte-africana. O caminho de Cristo era conhecido e amado bem antes de alcançar o norte da Europa e América. O evangelho criou raízes no Norte da África. No primeiro século era uma fé vulnerável de uma minoria perseguida. Durante trezentos anos os bérberes ouviram e responderam a palavra de Deus não por causa do poder dos romanos, mas apesar dele.

 

Os governadores e magistrados romanos fizeram o que puderam para suprimir a fé, destruírem seus lideres e forçaram os seus seguidores a voltar aos templos pagãos. Uma torrente de leis rigorosas, editadas desde os mais altos escalões de uma série de imperadores tiranos, tinha como finalidade erradicar o cristianismo da face da terra. 

 

 

Mesmo assim, as igrejas do Norte da África floresceram nesses anos de perseguição. Tertuliano, líder da igreja no século IV, escreveu: “Apesar da mais forte oposição, terror e perseguição, os cristãos mantiveram sua fé inabalável, acreditando que Cristo ressuscitou, que todos os homens ressuscitarão a seu devido tempo e que o corpo viverá para sempre”. Tamanha foi à fé deles, e tão efetivo o seu alcance que, depois de três séculos, a maior parte do território hoje conhecido como Tunísia e grande parte da Argélia se tornaram cristãs. 

 

 

Os novos crentes realizaram esse maravilhoso feito, mediante o testemunho pessoal – sem rádio, cursos por correspondência, fitas de vídeo ou qualquer outra literatura. O Norte da África, produziu muito dos mais célebres mártires, e alguns dos maiores teólogos, incluindo três dos mais notáveis escritores cristãos de todos os tempos: Tertuliano, Cipriano e Agostinho. Suas palavras permaneceram e são ouvidas por nós até hoje. 

 

 

Nos séculos IV e V, entretanto, este espetacular crescimento do cristianismo foi seguido de um notável colapso. As igrejas que estavam bem estabilizadas para levar o evangelho através da África falharam, tropeçaram, e desapareceram sem deixar vestígios. Elas fracassaram completamente em capitalizar a liberdade a elas oferecidas pelo Edito de Milão em 313 A.D. Quando invasores vândalos e árabes chegaram nos séculos V e VII, as igrejas foram completamente incapazes de oferecer algum tipo de resistência, ou mesmo de sobreviver à introdução de novos sistemas religiosos.

 

 

Porque a Igreja sucumbiu?

 

Clericalismo: A Igreja discipulou um grupo que sozinho tinha o direito de ensinar, e tomar todas as decisões deixando os novos na fé passivos. Falharam no controle organizacional não criando uma nova liderança.  

 

 

Mundanismo: As igrejas passaram a tolerar a imoralidade; e os ímpios riam deles.  

 

 

Divisão: As igrejas eram confundidas e desmoralizadas por controvérsias internas; grupos rivais usando palavras amargas e mesmo violência; as igrejas mergulharam rapidamente das alturas de conquistas até as profundas derrotas. 

 

 

Falta de conhecimento bíblico: As igrejas falharam em fazer da Bíblia um instrumento disponível e inteligível às pessoas. Apenas usando uma linguagem culta assim só atingiam aqueles que estavam em centros urbanos cujos, os pais podiam mandar seus filhos para escola e assim aprendiam o latim.  

 

 

Falta de Visão: As igrejas perderam a visão de Deus como seu alvo e de seu espírito de auto-sacrifício. Com liberdade, favores reais e recursos para alcançar toda África com o evangelho, as igrejas dos séculos IV e V falharam até mesmo em alcançar o Saara.  

 

 

Passaram-se séculos sem que se notasse uma presença visível de cristãos. Hoje em dia, existe um movimento renovado do Espírito Santo através do Norte da África. Cristãos de todo o mundo estão orando para que a assim chamada “Igreja Desaparecida” se torne visível e vitoriosa em um futuro bem próximo.

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