Libertação Integral da África…

A África, não obstante ser rica em humanidade, culturas e recursos naturais, tornou-se no século XX o continente mais pobre de todos. Frequentemente é referido como “o continente doente e sem futuro”. Está a ser estrangulado por uma insuportável dívida externa, cuja amortização está a enriquecer diariamente as opulentas sociedades ocidentais.

 

Está a ser dizimado pela epidemia da SIDA/AIDS e por outras doenças, que já foram erradicadas em outras partes do mundo. É em África que o analfabetismo, a pobreza, a ignorância, a doença e a exploração podem ser testemunhadas no seu pior. A moralidade cristã e humana nunca poderão tolerar que menos de metade da população do mundo seja livre e viva abundantemente, enquanto a maior parte é escravizada pela pobreza, e não consegue satisfazer as necessidades básicas da vida. A libertação econômica da África é o maior desafio para o cristianismo africano no século XXI. Os países ricos, de acordo com as exigências do jubileu bíblico, deviam cancelar a sua dívida externa. A solidariedade humana devia unir-se para eliminar a pobreza na África.

 

A pregação cristã devia apontar claramente como prioridade o desenvolvimento ecodesfavorecidos deve tornar-se o âmago do cristianismo africano. A justiça social deve tornar-se a sua pedra-de-toque no novo século. Os cristãos africanos devem unir-se com todas as pessoas de boa vontade para conseguir a libertação política da África. É tempo de levantar-se e dizer não às guerras em África, não ao comércio de armamento, não ao genocídio, não às condições que causam milhões de refugiados, não à ditadura, não ao abuso de poder e não à exploração do Povo de Deus. O que a África precisa e requer é paz para todos, justiça para todos, democracia para todos e desenvolvimento para todos.

 

A Igreja na África tem um mandato claro para ser um verdadeiro agente de libertação e para dizer, juntamente com todo o Povo de Deus, não a tudo o que torna o continente escravo, pobre e repudiado.

 

Esta visão deve tornar-se parte integral da experiência cristã na África. Ela tem que imbuir as mentes e os corações de todos os missionários e dos líderes eclesiais. Sem esta tomada de posição, o cristianismo e a Igreja perderão a sua credibilidade no continente. O manifesto de Jesus Cristo, tal como é apresentado em Lucas 4,18-19, deve tornar-se a bandeira do cristianismo africano no século XXI: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.”

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