Governo e rebeldes violam direitos humanos no Congo, diz ONU…

25/11/08

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou que tanto as forças do governo da República Democrática do Congo quanto os grupos rebeldes atuando no país cometeram graves abusos contra os direitos humanos.

Finbarr O’Reilly/Reuters
People displaced by fighting wait for aid to be distributed at the village of Ntamugenga in eastern Congo, November 24, 2008. Civilians on both sides of the front lines in eastern Congo are being killed, raped and abducted by both Tutsi rebels and government troops despite a lull in fighting, human rights campaigners said on Monday. REUTERS/Finbarr O'Reilly (DEMOCRATIC REPUBLIC OF CONGO)
Deslocados internos dos conflitos no Congo esperam por ajuda humanitária

Um novo relatório da entidade, divulgado nesta segunda-feira (24), aponta que ambos os lados são responsáveis por assassinatos em massa, estupros e tortura.

O documento cobre o período de julho a novembro, durante o qual eclodiram os combates no leste do país.

“A situação dos direitos humanos no Congo é motivo para grande preocupação”, disse Ban no relatório.

Cruel

Segundo o secretário-geral, membros da polícia e do Exército congoleses “são responsáveis por um grande número de violações dos direitos humanos, como execuções arbitrárias, estupros, tortura e tratamento cruel, desumano e degradante”.

Os serviços de inteligência civil e militar do Congo também são acusados de realizar prisões arbitrárias, seguidas de “tortura e extorsão”.

Ban também acrescenta que funcionários do governo e políticos do país ameaçaram e prenderam jornalistas e voluntários de organizações de defesa dos direitos humanos.

Já o grupo rebelde tutsi e a milícia hutu ruandesa são apontados pelo relatório como perpetradores de “abusos graves com impunidade, como assassinatos em massa, seqüestros, recrutamento forçado de crianças, destruição de campos de refugiados, trabalhos forçados e violência sexual”.

Na semana passada, o Conselho de Segurança aprovou o envio de mais 3 mil soldados e policiais para a missão de paz da ONU atuando no Congo, em uma tentativa de evitar a escalada dos conflitos no leste do país.

A recente onda de violência gerou uma grave crise humana, levando cerca de 250 mil pessoas a deixar suas casas.

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