Congo fecha acordo para combater rebeldes de Ruanda…

14/11/08

Os governos de Ruanda e da República Democrática do Congo fecharam um acordo de cooperação para combater forças rebeldes que atuam na fronteira dos dois países e são acusadas de causar o genocídio de 1994 em Ruanda.

Em uma coletiva em Kigali, capital de Ruanda, os ministros das Relações Exteriores dos dois países se comprometeram a adotar uma série de medidas que, segundo correspondentes, pode mudar a situação na região.

Ambos concordaram com o envio de agentes de inteligência de Ruanda para o Congo, onde vão trabalhar com o Exército congolês e a comunidade internacional para ajudar a combater a presença da mílicia hutu que atua nas montanhas e florestas da região.

Os combatentes das FDLR (Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda) vivem no leste do Congo desde 1994 e são apontados como um importante fator de desestabilização na região.

“Confirmamos nosso firme desejo de adotar um plano militar, com homens e material de apoio de diferentes países, para permitir que possamos de uma vez por todas acabar com o problema das FDLR”, disse o ministro congolês Alexis Mwamba Thambwe.

Violência

O líder rebelde do Congo, general Laurent Nkunda, exige o desarmamento das forças hutus como condição para o fim dos confrontos contra forças do governo congolês.

Nkunda diz que luta para proteger a comunidade da etnia tutsi dos ataques de combatentes das FDLR, que fugiram de Ruanda para o Congo após o genocídio de 1994.

Cerca de 250 mil pessoas abandonaram suas casas no Congo para fugir da violência desencadeada em agosto pelos confrontos entre os rebeldes liderados por Nkunda e forças do governo.

O governo do Congo já prometeu diversas vezes impedir que as forças hutu atuem em seu território, mas ainda não havia tomado medidas efetivas para cumprir a promessa.

As forças congolesas são acusadas de ajudar as FDLR a explorar as ricas minas da região.

Um acordo assinado no ano passado em Nairóbi determinava que as FDLR –com tamanho estimado em mais de 6.000 combatentes– deveriam se desarmar até o fim de agosto.

O prazo não foi cumprido. A partir de então, as forças do general Nkunda voltaram a combater as tropas do governo.

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